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Fé e paixão musical se completam na arte de ensinar

Orquestra em igreja evangélica se mantém a cada com dedicação de maestro ao lecionar música para pessoas de todas as idades
Foto: Aline Salvato

O ano era 1963, interior do estado de São Paulo, na pequena cidade de Redenção da Serra, escondida no meio do sertão da Serra do Mar, nascia ali Wanderly de Oliveira. Sua escolha para aprender um instrumento musical partiu da de dentro de casa. Assistindo os canais de TV, ele sempre gostava de ver muito os violinistas, tocando nas grandes orquestras do Brasil e do mundo, e isso o incentivava a cada vez mais a investir e ter contato com a música. Primeiro instrumento que teve oportunidade de aprender foi o violão, apesar disso nunca seguiu carreira no ramo, foi balconista, motorista e trabalhou como metalúrgico até se aposentar e se dedicar unicamente no ensino para crianças, jovens, adultos, na igreja Assembleia de Deus, o qual frequenta desde a década de 1990, quando se converteu ao cristianismo. Embora o seu estudo ser o básico, ele se esforçou e conseguiu montar uma orquestra, que nos vinte quatro anos de história do grupo, proporcionou muitos momentos marcantes, como de uma senhora que mesmo sem o dedo indicador aprendeu e ainda toca violino.


Samuel Martimiano – O que a música representa para você?

Wanderly de Oliveira – Ela representa para mim o poder de tocar nas emoções de todas as pessoas.


SM – Para você, qual é o diferencial de aprender a tocar um instrumento?

Wanderly de Oliveira – O aprendizado de um instrumento ajuda a melhorar a alta estima e contribui para aprender a falar outra língua.


SM – Quando surgiu a ideia de formar uma orquestra em uma igreja de bairro?

Wanderly de Oliveira – Primeiramente, o objeto é glorificar a Deus, segundo a ideia foi para dividir com as outras pessoas a alegria de tocar um instrumento musical.


SM – Quantas pessoas ajudaram você no começo dessa iniciativa?

Wanderly de Oliveira – Apenas uma pessoa me ajudou e ajuda até hoje, a minha esposa.


SM – Quem eram os integrantes da orquestra no início? Quais instrumentos sabiam tocar?

Wanderly de Oliveira – No início tinha apenas eu e a minha esposa, um tocava saxofone alto e o outro tocava clarinete.


SM – Qual foi o ano que a orquestra surgiu? De lá para cá, como foi essa jornada?

Wanderly de Oliveira – Ela surgiu em 1994. Desde o começo, isso foi feito com muito prazer.


SM – De que maneira a música está associada à religiosidade?

Wanderly de Oliveira – No começo a música era só religiosa. Como está escrito na Bíblia, no livro de Gênesis 4:21, “E o nome do seu irmão era Juba; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão”.


VR – Quais músicas inspiram o senhor nas cerimônias religiosas? Por quê?

Wanderly de Oliveira – Os hinos da Harpa Cristã Bondoso Amigo (HC 200), Se Cristo Comigo Vai (HC 515) e o Alvo mais que a neve (HC 39) são os que mais falam ao meu coração, pois dizem Jesus Cristo como nosso amigo e irmão.


SM – A quantas pessoas o senhor já ensinou a tocar?

Wanderly de Oliveira – Não tenho certeza do número certo, mas acredito que já foram 400 ou mais pessoas.


SM – Quantos músicos já passaram por essa orquestra?

Wanderly de Oliveira – Já passaram aproximadamente 300 pessoas ao longo dos 24 anos da orquestra.


SM – Algum músico que o senhor e que passou pela orquestra seguiu carreira profissional na música? Quem?

Wanderly de Oliveira – Sim, muitos que eu ensinei seguiram carreira musical. Entre eles, os meus dois filhos, Rodrigo, que toca violino em uma orquestra em Minas Gerais, e Tiago, que toca violoncelo na orquestra de Taubaté, além de outros, como o Gabriel, o Mateus, o Bryan, o Bruno, e outros que não lembro o nome.


SM – De que maneira o senhor vê as pessoas que passaram pela orquestra e se tornaram profissionais?

Wanderly de Oliveira – São pessoas focadas, com objetivo. Elas me inspiram a continuar ensinado.

 
 
 

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