Documentário– Vlado: 30 anos depois
- Samuel Martimiano

- 29 de set. de 2020
- 1 min de leitura
O documentário trata da história de Vladimir Herzog, jornalista assassinado pela Ditadura Militar nos anos de chumbo. Imigrante, Vlado, como ficou conhecido, tornou-se símbolo da resistência ao regime que comandou o país durante as décadas de 1960 até 1980.
A produção inicia-se com depoimentos de amigos, companheiros e pessoas que foram próximas ao jornalista. Após essa introdução, o documentarista sai pela Praça da Sé, local da missa depois de sua morte, e pergunta a população que passa pela região se eles sabem algo sobre quem era ele e o que aconteceu com ele.
Nisso podemos perceber que poucos sabem o que ocorreu verdadeiramente na situação e ainda mais preocupante, pouco conhecem a história da própria nação. Isso acende o alerta de como as pessoas, que com pouca ou falta de informação, acabam caindo em fake News. Fazendo um paralelo com a atual situação em que o mundo se encontra, uma pesquisa da Avaaz diz que a cada dez internautas, sete acreditam em falsas notícias sobre a Covid-19. Olhando por esse lado, vemos o motivo de tantas pessoas acharem melhor voltar com a regime militar no Brasil.
Voltando ao documentário, como Eduardo Countinho fala que o passado contado é mais forte do que o vivido, nessa produção podemos observar claramente isso. A maneira que os entrevistados contam a trajetória de Vladimir durante a ditadura e principalmente quando ele é levado pelo DOI-CODI, retratam como foi tenso e angustioso os momentos que prescindiram o seu depoimento e após a informação que ele estava morto. Os gestos, as expressões faciais demonstram isso claramente.




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