Bairro de Taubaté concentra lojas para militares
- Samuel Martimiano

- 1 de mai. de 2018
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Comércios que são especializados na venda de produtos para oficiais e alunos do Comando de Aviação do Exército Brasileiro (CAvEx) movimentam a Avenida principal do Jardim América durante toda a semana, já que os soldados aproveitam que estão saindo do serviço e param nos estabelecimentos comerciais para comprarem uniformes e outros utensílios que são utilizados no trabalho.
Essas lojas antes de serem abertas no bairro, elas eram localizadas dentro do próprio quartel da cidade, como disse Valter Franco da Silva, Segundo Sargento do Quadro Especial, “Quando eu cheguei aqui na Aviação em 96 essas lojas existiam lá dentro do complexo da Aviação.”, o espaço que era separado para esses comerciantes tinha o nome de Área Comercial, onde existiam padarias, locadora de vídeo, lotéricas, além dos comércios de artigos militares, como também falou o Segundo Sargento Valter. Elas não atendem só os militares do CAvEx, mas também são procuradas por combatentes de outras cidades, como disse o Sargento Comandante de Grupo de Combate Iago Vitor Martimiano do 28º Batalhão de Infantaria Leve de Campinas “Não só o pessoal do CAvEx, mas de OM's (Organizações Militares) das cidades vizinhas e circunvizinhas também”. Lembrando que cada região do Brasil tem o seu tipo de uniforme, como explicou o Segundo Sargento Valter.
Além das Fardas para os militares, o que costumam vender bastante nas lojas são mercadorias com estampas camufladas, principalmente camisas, pois existe a procura de outros tipos de consumidores, como falou Célia Rejane Castro Rodrigues, dona da loja Senhor dos Exércitos, “Pessoas que gostam de vida ao ar livre, camping, ou até pessoas que já serviram e tem saudades e gostam de ter alguma coisa camuflada.”
A localização das lojas no caminho para o Comando da Aviação é uma estratégia econômica e ela interfere no número das vendas, como relatou Edson Trajano Vieira, professor da Universidade de Taubaté e pesquisador do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES), “A localização é em função de onde está localizado meus clientes”, pois se abrir uma loja de artigos militar no centro da cidade, não se terá uma melhor visibilidade e também do fato de conseguir estacionar os veículos no bairro, do que no centro, como explicou o professor Edson Trajano.
A crise econômica que Brasil viveu a partir do ano de 2014 e que atingiu vários setores e afetou assim como as lojas do bairro, mas não tanto, como falou Edson Trajano, “A crise que atingiu alguns setores de atividade, no segmento militar ela foi bem menos intensa do que nos outros”.
A presença das lojas no bairro trás uma sensação de segurança para a região, pois a uma grande movimentação de militares do Exército Brasileiro, da Polícia Militar, já que é mais difícil alguém roubar um estabelecimento com a presença desses consumidores, “Uma localidade onde há o trânsito de militares é mais freqüente, tende a criminalidade ser um pouco menor” disse o militar Valter Franco.




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